19/02/2011 – 16:59

Escrevo em um volume de menor ultimamente. Ao menos a qualidade não é tão questionável. Estou sintonizado, então. Deslizando suavemente ladeira abaixo na velocidade que eu quiser.

Meu humor não anda dos melhores. Eu armo planos, mas sempre algo dá errado, fodam-se os planos então. Não vou deixar esses pequenos fracassos continuarem a foder o meu humor. É muito fácil ser mal humorado, qualquer um pode ser mal humorado.

Li uns poemas de um cara que me mandaram por email. Como eu, ele também está tentando ser um escritor, mas somos muito diferentes. Ele escreve com fúria, indignado por um monte de coisas. Talvez ele ache que assim que as coisas funcionem na escrita. Pra mim parece a porra de um chilique. Um monte de lixo disfarçado de ouro. E tem também os trocadilhos e as frases de efeito. Por que tentar ser inteligente o tempo todo? Prefiro ser rápido como um murro no cérebro. Eu sou?

Você escreve uma dúzia de palavras e espera deixar as calcinhas molhadas e espera que os caras sejam camaradas e o convidem para tomar uma cerveja. Não escreva assim. Não há nenhum sentido nisso.

Tenho me perguntado sobre como Dostoievsky encararia os filmes hollywoodianos, ou como Charles Bukowski lidaria com o advento da internet. Eu tento ignorar todo tipo de merda. Os deuses têm que colocar um escudo cada vez maior sobre nossas cabeças. Não podemos deixar que nenhum filho da puta nos quebre, podemos?


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