Archive for março \29\UTC 2011

24/03/2011 07:42

29/03/2011

Usar o computador tem me deixado irritado ultimamente. Eu não sei se há algum problema com o meu mouse (ou comigo), mas o cursor sempre acerta o ícone de algum programa que eu não planejava abrir.

Bem, eu não tenho uma super máquina moderna aqui, então fica difícil esperar que a coisa toda volte ao normal. Por isso tenho escrito a mão.

Eu não posso simplesmente abandonar tudo isso, certo?

De vez em quando me engata uma vontade de escrever bastante, mas meu pulso dói pra burro. Então penso, “foda-se isso e que tudo vá à merda! Eu não nasci para fazer algo assim!” Mas em algum lugar, escondido aqui, eu sei que mantenho uma faísca. Uma pequena faísca que talvez possa criar um incêndio qualquer dia desses.

Estou usando um caderno que comprei para fazer anotações da faculdade. É uma coisa boa, você sabe. Pelo menos não foi um gasto de dinheiro à toa. Não costumo fazer muitas anotações durante as aulas. A faculdade é um lugar desgraçado e triste pra mim. A maioria dos lugares é. Eu não me lembro de ter passado muitos momentos bons por lá.

Mas eu não sou desses tipos de caras que esperam coisas boas de qualquer experiência. Eu sei que estou fazendo algo que preciso e que isso tem muito pouco ou quase nada a ver com o que eu quero.

Ou pelo menos quero pensar assim.

 

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03/03/2011 – 05:35

04/03/2011

Eu deveria estar dormindo, mas fodi meu sono por ter passado a tarde inteira na cama. É uma boa vida, essa de vagabundo. Você deveria tentar.

O dinheiro que economizei está no quase fim. Nós sempre gastamos um pouco mais do que esperávamos. Gastamos tudo. Nossa paciência, nossa sanidade, nosso dinheiro. Tudo se vai em pequenos pedacinhos e essas porções são capazes de nos mandar para o hospício. Pergunte a qualquer um.

Algumas vezes é difícil dormir à noite. Quero dizer, a sensação de terminar um dia duro é muito boa, mas o novo dia chegando me preocupa. Às vezes eu me sinto como, – Jesus Cristo! O que há agora? Um homem não pode ter uma folga de vez em quando? Um dia perdido, onde nada aconteça? – É uma sensação bem fodida.

Tenho pensado sobre escritores e acho que não sou como eles. Céline com seus panfletos anti-semitas, Dostoievski perdendo até o próprio rabo em jogos de carta e Henry Miller passando fome em Paris.  Tenho a impressão de que todos eram loucos, e eu não me sinto como um louco, talvez eu até seja, mas não me sinto como um. Sinto-me como uma seta afiada. Uma flecha atirada no meio da multidão.